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Exclusivos Jul 07, 2019 Daniel Sousa

Estados Unidos 2-0 Holanda (destaques): uma heroína de cabelo roxo, um muro holandês e uma treinadora genial

Mulher em campo


Sari van Veenendaal

Aos 29 anos, a guarda-redes do Arsenal está no chamado "ponto de rebuçado". Foi a melhor na sua posição ao longo de toda a prova - o que lhe valeu o prémio de melhor guarda-redes - e comprovou isso mesmo esta tarde. Defendeu o possível e em alguns casos o impossível, defendendo bolas que toda a gente já estava à espera que dessem em golo (como no lance com Crystal Dunn). Um autêntico muro.


Nota +


Megan Rapinoe

Impossível não ser destacada pela positiva aquela que desbloqueou o placard. Teve uma primeira parte discreta, muito por culpa da organização holandesa que não permitiu grandes sucessos às atacantes norte-americanas. Ainda assim, foi subindo de nível com o decorrer do encontro, marcou e foi substituída para a ovação. Uma heroína de cabelo roxo que abandona França como a principal figura do Campeonato do Mundo.

Vivianne Miedema

Habitualmente a atuar na posição 9, Miedema foi hoje chamada a atuar em terrenos mais recuados, como uma verdadeira número 10, e desempenhou muito bem a função. Solidária na ajuda defensiva, com bom jogo de costas e com qualidade no passe a servir Beerensteyn, a jovem atacante do Arsenal voltou a encher o olho do adepto.

Sarina Wiegman

Tem que merecer destaque. Estamos a falar de uma selecionadora que, em dois anos no cargo, conseguiu que a Holanda vencesse um Campeonato da Europa e chegasse a uma final do Campeonato do Mundo. E tudo por culpa de estratégias como a que montou hoje. Perdeu, é certo, mas Wiegman soube preparar a equipa para um jogo desta exigência, soube manter as tropas organizadas e mostrou toda a sua qualidade enquanto treinadora.


Nota -


Lieke Martens

Muita qualidade, é certo, mas que não foi mostrada na final. Quando a equipa mais precisava de si, Martens não colocou em prática o futebol que faz dela uma das atacantes mais temidas a nível europeu. Jogo muito apagado da extremo do FC Barcelona.

Danielle van de Donk

Hoje encostada ao lado direito, a número 10 holandesa esteve uns furos abaixo do esperado. Por terrenos que habitualmente não pisa, sentiu o efeito da mudança tática na equipa para este encontro.