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Fórmula 1 Aug 15, 2019 Ana Ventura

Fórmula 1. O balanço da primeira metade da temporada

De Março a Agosto são seis meses, e durante esses 183 dias (mais coisa menos coisa) tivemos 12 corridas onde observámos muita coisa a acontecer. Na hora da pausa da Fórmula 1, chega também a hora de fazer o balanço e de perceber quem saiu da primeira metade da época com nota positiva e quem chumbou no teste.

Mercedes

A equipa alemã continua tranquila na linha da frente a liderar o campeonato, como nos últimos seis anos, e caminha para mais um título. Lewis Hamilton começou mal a temporada, ao perder a primeira corrida para o seu companheiro de equipa, mas rapidamente se recuperou. Já Valtteri Bottas foi perdendo a garra com que começou, e hoje é de novo o wingman do britânico.

Scuderia Ferrari

Não sei ao certo o que se passa com a equipa italiana, que tanto está no topo do mundo como consegue ser a piada geral do desporto e nem ao pódio chega. Em termos de números, são os segundos classificados no campeonato de construtores, mas a Red Bull está à espreita. Sebastian Vettel cometeu, a meias com a equipa, muitos erros e ocupa nesta altura um modesto quarto lugar. Charles Leclerc está em quinto, a apenas 24 pontos do alemão.

Red Bull Racing

Vieram a crescer devagarinho, começaram por atingir pódios e acabaram a vencer corridas e com uma pole de Verstappen na Hungria. A equipa austríaca conseguiu fazer aquilo que não acontecia desde 2006. Se deixarmos de parte a estatística e considerarmos apenas aquilo que os nossos olhos vêem, é a Red Bull a segunda melhor equipa do grid atualmente. Mesmo assim, está atrás da Scuderia Ferrari por 44 pontos. Max Verstappen tem 181 pontos, um registo bem acima dos 63 somados por Pierre Gasly, cuja primeira metade da época foi desapontante ao ponto da Red Bull ter anunciado que Alexander Albon ocupará o lugar do francês na segunda parte da época.

McLaren

Pessoalmente não apoio equipas, mas penso que falo por todos quando analisamos o crescimento da equipa laranja e aquilo que tem feito ao longo dos anos. Ainda há bem pouco tempo a McLaren não conseguia sequer fechar uma corrida no top-10. Hoje conseguem ficar no Q3 e inclusive acabar dentro do top-5. Digamos que é a melhor equipa do resto do pelotão, sem contar com os "três grandes". Com Carlos Sainz Jr. em sétimo lugar e Lando Norris em décimo lugar no Mundial de pilotos, a McLaren começa a fazer-se notar ainda mais.

Scuderia Toro Rosso

A equipa júnior da Red Bull, que mais uma vez chamou o russo Daniil Kvyat para fazer parte da sua dupla de pilotos, está numa posição bastante boa. Alex Albon também tem feito um bom trabalho, e juntamente com o seu colega de equipa, tem batalhas que mostram como é ultrapassar/estar lado a lado sem se baterem. E claro que não poderia faltar alegria, ao conseguirem fazer o segundo pódio de sempre com a ajuda do russo e que o deixa, assim, em nono lugar no campeonato.

Renault

Tinham-se altas expectativas sobre esta equipa, que poderia ocupar o quarto lugar de construtores, mas acabou por não ser assim. A emenda saiu pior que o soneto para a equipa francesa, que vê a McLaren receber motores e componentes Renault e a ficar na frente dos gauleses. Os dois pilotos são os que mais têm sofrido, com Daniel Ricciardo em 11.º e Nico Hulkenberg em 14.º. Muito provavelmente, o australiano deve sentir-se arrependido de ter saído da sua antiga equipa por não acreditar que a Honda fosse uma boa alternativa. Afinal, ambas as equipas com motor Honda estão à frente.

Alfa Romeo Racing

A segunda surpresa desta temporada, que veio a melhorar desde o ano passado e hoje acaba quase sempre dentro dos pontos, com um ou dois pilotos. Kimi Raikkonen, que foi motivo de troca com o monegasco da Ferrari, está em oitavo lugar, enquanto o seu colega italiano Antonio Giovinazzi, está em 18.º. Mais uma vez, uma grande disparidade entre colegas de equipa, com carros idênticos.

Racing Point BTW

A equipa que ainda hoje é chamada de Force India em vez do seu nome atual. A viver sobre as ordens do pai de um dos pilotos, acredito que sejam frustrantes os resultados que têm tido. Lance Stroll, o filho de Lawrence Stroll, está em 12.º, depois de ter liderado (pouco, mas aconteceu) a corrida da Alemanha e ter acabado em quarto lugar. A mesma sorte não tem Sérgio Perez, que está em 16º, sendo o seu melhor resultado a sexta posição no GP do Azerbaijão.

Haas

Nunca estiveram tão mal no campeonato, e eram até há bem pouco tempo uma equipa no meio do pelotão e da tabela. Não têm tido a melhor sorte do Mundo, com os problemas no carro a serem o maior inconveniente. Mesmo assim, Kevin Magnussen conseguiu chegar à 13.ª posição, enquanto que Romain Grosjean está em 17.º. E com os rumores da silly season, onde se fala bastante das mudanças que podem vir a existir na Haas, o primeiro candidato a sair seria, muito provavelmente, o francês.

Williams Rokit Racing

A equipa criada por Sir Frank Williams não podia estar pior. Com apenas um ponto na primeira metade da temporada, viram-se muito poucas melhorias nas últimas provas. Robert Kubica, que tem sido superado inúmeras vezes em qualificação pelo colega de equipa George Russell, é o que detém o único ponto da equipa britânica, enquanto que o inglês espera pontuar depois das férias de verão.