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Exclusivos Jun 23, 2019 Daniel Sousa

França 2-1 Brasil: a explosividade de Diani, os erros do VAR e o eclipse de Marta

A França derrotou o Brasil em Le Havre, após prolongamento, e seguiu para os quartos de final do Campeonato do Mundo de futebol feminino. Daniel Sousa elege as principais figuras do encontro.


Mulher em campo


Kadidiatou Diani

Falar de perigo, de explosividade, de aceleração ou de desequilíbrios e não falar de Kadidiatou Diani devia ser considerado crime. A número 11 gaulesa esteve ligada a praticamente tudo o que foi ataque de perigo da seleção francesa. Grande parte do jogo ofensivo francês canalizou-se pela direita, onde Diani tornou a noite de Tamires um pesadelo. A facilidade com que desequilibra foi fulcral no lance do primeiro golo apontado por Gauvin. 


Nota +


Debinha

A melhor do Brasil. Sempre muito interventiva e com pilhas até mais não, Debinha foi uma dor de cabeça para Torrent e não permitiu que esta se aventurasse tantas vezes quanto gostaria no ataque. Com facilidade em desequilibrar e com boa finta, foi numa arrancada já durante o prolongamento que esteve perto de colocar a canarinha em vantagem. Grande exibição da jogadora das North Carolina Courage.

Amandine Henry

A capitã surgiu para decidir quando a equipa mais precisava dela. Henry nem sempre é uma jogadora que dá nas vistas, mas o trabalho aparece todo feito (e bem feito). Mais uma exibição de muito trabalho, de muita entrega da jogadora do Olympique Lyonnais, coroada com um desvio certeiro na sequência de uma bola parada.


Nota -


Atuação do VAR

O vídeo-árbitro (VAR) foi uma das principais figuras esta noite, pela negativa. Com duas intervenções erradas e que tiveram influência no decorrer do encontro, os humanos por detrás da tecnologia merecem nota negativa. Num primeiro lance, a meias com a juíza da partida, pela anulação do golo apontado por Gauvin, num lance que parece perfeitamente legal. Bárbara soca a bola contra a atacante francesa e depois ocorre o contacto físico inevitável. No segundo lance, durante a primeira parte, o VAR devia ter alertado a juíza da partida para a admoestação de Wendie Renard com o cartão vermelho e não com o cartão amarelo, numa entrada muito feia sobre Debinha.

Tamires

Noite para esquecer da lateral esquerdo brasileira. Ainda teve algumas boas incursões no ataque, mas revelou muitas dificuldades para travar Diani e foi pela sua zona que a França descobriu na maior parte das vezes o caminho para a área de Bárbara.

Marta

A número 10 brasileira eclipsou-se no final da primeira meia hora de jogo. Numa altura em que o Brasil atravessa uma fase difícil, a equipa conseguiu até realizar a melhor exibição na prova, mas precisava que a capitã marcasse a diferença de forma a aumentar as probabilidades de sucesso.